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Adobe desiste de Flash para Android e se concentra em games e 3D no PC


A fabricante de softwares Adobe já havia anunciado em novembro de 2011 que o Flash, o formato da empresa para conteúdo multimídia em páginas web, seria abandonado em plataformas móveis usadas em celulares e tablets. O primeiro resultado concreto dessa decisão chegou na quarta-feira (15), com a retirada do Flash Player do Google Play, o repositório oficial de aplicativos do Google para o Android.

O Flash também não virá mais instalado de fábrica em novas versões do Android. Celulares e tablets que usam versões do sistema anteriores à 4.1 "Jelly Bean" ainda poderão ter o Flash pré-instalado e a Adobe se comprometeu a continuar fornecendo atualizações de segurança para o produto até setembro de 2013.

Para quem é dono de um tablet Nexus 7, que usa o Android 4.1, por exemplo, a única maneira de ter o Flash Player é usando uma "gambiarra" que depende de acesso "root" (acesso administrativo) ao sistema, porque o tablet só vem com o navegador Chrome, que não tem suporte ao plug-in do Flash. Quando o "Navegador" padrão do Android está disponível, ainda basta instalar o Flash, baixando manualmente o instalador de sites de terceiros. Não há suporte oficial para o programa, no entanto, e problemas podem ocorrer.

Fabio Sambugaro, diretor-geral da Adobe para o Brasil, explicou ao G1 que a Adobe agora passa a adotar o HTML5, o novo padrão de linguagem para páginas web que, ao contrário de suas versões anteriores, prevê maneiras de incluir conteúdo interativo e multimídia.

Em abril de 2010, Steve Jobs havia defendido a posição da Apple em não permitir o Flash no iPhone porque a linguagem HTML5 era o futuro. Na carta, Jobs também criticou o Flash por ter muitas falhas de segurança, ser muito lento e consumir recursos demais, diminuindo a duração da bateria de smartphones.

Apesar de não poder disponibilizar um Player para o iOS, a Adobe insistiu em ter o Flash no Android – decisão agora revertida.

"A Adobe não adotou o HTML5 antes porque as limitações eram muito grandes. No estado em que está o HTML5, não compromete mais a visualização do conteúdo nos dispositivos móveis", explica Sambugaro. As versões mais novas do Flash já podem exportar conteúdo para HTML5, embora possa haver algumas diferenças por "limitações técnicas" ainda presentes no novo formato.

O executivo afirmou ainda que a Adobe é uma constante colaboradora do World Wide Web Consortium (W3C), órgão que gerencia as discussões sobre o novo padrão do HTML.
Segundo Sambugaro, o Flash foi criado para eliminar algumas limitações do HTML, e que, com o tempo, algumas demandas são atendidas pela melhoria dos padrões, mas que o objetivo da Adobe é estar sempre "um passo a frente" com o Flash.

Apesar disso, enquanto as animações e conteúdos que hoje usam o Flash não forem refeitas ou reformatadas para o HTML5, usuários de Android sem o Flash Player não poderão ver uma parte da web.


O executivo da Adobe diz que, em PCs, o foco do Flash agora são games e 3D, e que a Adobe publicou funções (APIs) específicas para serem usadas em jogos on-line e até em set-top-boxes, os conversores conectados a televisores e que são usados para gravar conteúdo ou sintonizar a TV digital.
Sambugaro acredita que o Flash ainda é a melhor opção para "mídia rica" e que até mesmo na área de vídeo o formato está à frente das opções do HTML5. "Adobe está sempre se adiantando com o que está acontecendo. Se o HTML5 permite streaming básico, o Flash já permite streaming com DRM [proteção de direito autoral]", exemplifica.

Fonte: [http://g1.globo.com]
author

Rodrigo Macedo

Sou desenvolvedor android e há mais de 5 anos trabalho com dispositivos móveis.

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